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Cloridrato de Ticlopidina 250 Mg Com 30 Comprimidos Genérico Biosintética

Código: 4984
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Para que serve Cloridrato de Ticlopidina Biosintética

Este medicamento é destinado ao tratamento de:

  • Redução do risco de acidente vascular cerebral primário ou recorrente, em pacientes com história de pelo menos um dos seguintes eventos: AVC isquêmico completo, AVC menor, déficit neurológico isquêmico reversível ou ataque isquêmico transitório (inclusive amaurose monocular transitória);
  • Prevenção de acidentes isquêmicos extensos, especialmente coronarianos, em pacientes com arteriosclerose obliterante crônica dos membros inferiores, com sintomas de claudicação intermitente;
  • Prevenção e correção dos distúrbios plaquetários induzidos por circuitos extracorpóreos:
    • Cirurgia com circulação extracorpórea, hemodiálise crônica;
  • Prevenção de oclusões subagudas após implantação de “stent” coronariano.

Como Usar Cloridrato de Ticlopidina Biosintética

Os comprimidos devem ser ingeridos sem mastigar, com líquido, durante as refeições, por via oral.

Posologia do Cloridrato de Ticlopidina


Uso em adultos

2 comprimidos ao dia, durante as refeições.

Em caso de prevenção de oclusões subagudas seguido da implantação de stent coronariano, o tratamento pode iniciar logo antes ou após a implantação do stent e deve continuar por cerca de 1 mês (2 comprimidos ao dia) combinado com aspirina (ácido acetilsalicílico) de 100 a 325mg diários.

Não há estudos dos efeitos de Cloridrato de Ticlopidina (substância ativa) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via oral.

População especial

Ver o item: “Precauções do Cloridrato de Ticlopidina".

Contraindicação de Cloridrato de Ticlopidina Biosintética

Este medicamento é contraindicado para uso em:

  • Diáteses hemorrágicas;
  • Lesões orgânicas suscetíveis de sangramento, por exemplo, úlcera gastroduodenal em atividade, AVC hemorrágico em fase aguda;
  • Hematopatias com aumento do tempo de sangramento;
  • Antecedentes de hipersensibilidade a Ticlopidina (substância ativa) ou a qualquer outro componente da fórmula;
  • Antecedentes de leucopenia, trombocitopenia ou agranulocitose.

Precauções

Foram observados efeitos adversos hematológicos e hemorrágicos, com consequências usualmente graves e às vezes fatais.

Tais efeitos graves podem estar associados a:

  • Monitorização inadequada, diagnóstico tardio e medidas terapêuticas inadequadas quanto aos efeitos adversos;
  • Administração concomitante de anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários tais como ácido acetilsalicílico ou AINEs.

Entretanto, no caso de implantação de “stent”, a Ticlopidina (substância ativa) pode ser associada ao ácido acetilsalicílico (100 a 325mg diários) durante cerca de um mês, conforme orientação do seu médico.

Controle hematológico

Durante os primeiros três meses de tratamento com Cloridrato de Ticlopidina (substância ativa) o paciente deve realizar hemograma completo (inclusive contagem de plaquetas) a partir do início do tratamento e a intervalos de duas semanas durante os três primeiros meses, e no decorrer de 15 dias após a suspensão do Cloridrato de Ticlopidina (substância ativa), caso o tratamento seja interrompido antes de três meses.

Em caso de neutropenia confirmada (menos de 1500 neutrófilos/mm3) ou de trombocitopenia (menos de 100.000 plaquetas/mm3) o tratamento deve ser suspenso e os parâmetros hematológicos controlados até o seu retorno aos valores normais.

Controle clínico

Todos os pacientes devem ser cuidadosamente acompanhados quanto a sinais e sintomas de reações adversas, especialmente nos três primeiros meses de tratamento.

Os pacientes devem ser instruídos sobre sinais e sintomas possivelmente relacionados à neutropenia (febre, dor de garganta, ulcerações na mucosa oral), a trombocitopenia ou alteração da hemostasia (sangramento prolongado ou inusitado, equimoses, púrpura, fezes escuras) e hepatite (incluindo icterícia, urina escura e fezes claras).

Os pacientes devem ser avisados para suspender o tratamento e procurar imediatamente o médico, caso surja algum destes sintomas.

A decisão de reiniciar o tratamento dependerá do resultado dos exames clínicos e laboratoriais.

O diagnóstico clínico de púrpura trombocitopênica trombótica (PTT) caracteriza-se pela presença de trombocitopenia, anemia hemolítica, sintomas neurológicos, disfunção renal e febre. O início pode ser súbito. Na maioria dos casos, a PTT foi detectada nas primeiras 8 semanas de tratamento.

Tendo em vista o risco de óbito, sugere-se acompanhamento por equipe de especialistas em caso de suspeita de PTT. O tratamento com plasmaferese pode melhorar o prognóstico.

Sensibilidade cruzada entre tienopiridinas

Pacientes devem ser avaliados quanto à história de hipersensibilidade com outra tienopiridina (como clopidogrel, prasugrel), já que sensibilidade cruzada entre tienopiridinas tem sido reportada.

As tienopiridinas podem causar reações alérgicas leves a severas, tais como rash, angioedema ou reações hematológicas como trombocitopenia e neutropenia.

Pacientes que tenham desenvolvido reação alérgica anteriormente e/ou reação hematológica a uma tienopiridina, podem ter um risco aumentado de desenvolver a mesma ou outra reação com uma outra tienopiridina. É aconselhável o monitoramento de sensibilidade cruzada.

Hemostasia

O uso do Cloridrato de Ticlopidina (substância ativa) deve ser feito com prudência em pacientes com risco aumentado de sangramento. Em princípio, a Ticlopidina (substância ativa) não deve ser associada à heparina, anticoagulantes orais e a antiagregantes plaquetários.

No caso excepcional de tratamento concomitante, o controle clínico e hematológico deverá ser cuidadoso, incluindo determinações do tempo de sangramento periodicamente.

Em caso de intervenção cirúrgica eletiva, sempre que possível o tratamento com a Ticlopidina (substância ativa) deve ser suspenso pelo menos 10 dias antes da cirurgia.

Em situação de emergência cirúrgica o risco de hemorragia e de tempo de sangramento prolongado pode ser diminuído pelas seguintes medidas, isoladas ou combinadas:

Administração de 0,5 a 1,0mg/kg de metilprednisolona I.V., que pode ser repetida; desmopressina na dose de 0,2 a 0,4 mcg/kg I.V.; administração de concentrado de plaquetas.

Sendo o Cloridrato de Ticlopidina (substância ativa) extensamente metabolizado no fígado, ele deve ser usado com cuidado nos pacientes com insuficiência hepática e, em casos de disfunção hepática, testes da função hepática devem ser realizados. O tratamento deve ser descontinuado em caso de hepatite ou icterícia.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas

As reações adversas da Ticlopidina (substância ativa), como tontura, podem prejudicar a habilidade de dirigir e operar máquinas.

Gravidez e lactação

A segurança de Ticlopidina (substância ativa) em mulheres grávidas não foi estabelecida. O Cloridrato de Ticlopidina (substância ativa) não deve ser usado por mulheres grávidas a menos que seja absolutamente necessário.

Estudos em ratas mostram que a Ticlopidina (substância ativa) é excretada no leite. A segurança da Ticlopidina (substância ativa) em lactantes não foi estabelecida. A não ser em casos de indicação estrita, o Cloridrato de Ticlopidina (substância ativa) não deverá ser administrado a lactantes.

Populações especiais

Idosos

Os principais estudos clínicos incluíram uma amostragem com idade média de 64 anos. A farmacocinética da Ticlopidina (substância ativa) é modificada em pacientes idosos, mas as atividades farmacológicas e terapêuticas de doses de 500mg/dia não são afetadas pela idade do paciente.

Crianças

A segurança e eficácia na população pediátrica não foram estabelecidas.

Uso em pacientes com disfunção hepática

Como a Ticlopidina (substância ativa) é extensivamente metabolizada pelo fígado, deve ser utilizada com cuidado em pacientes com disfunção hepática. O tratamento deve ser suspenso e testes da função hepática monitorados se o paciente desenvolver hepatite ou icterícia.

Uso em pacientes com disfunção renal

A experiência em pacientes com disfunção renal é limitada. Em estudos clínicos controlados, não foram encontrados problemas inesperados em pacientes com disfunção renal leve e não há experiência com ajuste de dose em pacientes com disfunção renal mais severa.

No entanto, pode ser necessária a redução da dose de Ticlopidina (substância ativa) em pacientes com disfunção renal ou ainda, a descontinuação do tratamento se problemas hemorrágicos e hematopoiéticos ocorrerem.

Mais informações

Código do produto: 4984
Marca: Biosintética
EAN: 7896181900665
Tipo de Medicamento: Genérico
Registro MS: 1121302250012
Classe Terapêutica: Inibidores da Agregação Plaquetária, Antagonistas dos Receptores da Adenosina Difosfato
Princípio Ativo: Cloridrato de Ticlopidina
Se persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado. Cloridrato de Ticlopidina Biosintética é um medicamento. Seu uso pode trazer riscos. Procure o médico e o farmacêutico. Leia a bula
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